Jovens trabalhadores – Formação cidadã na contramão do ócio

Com a Lei de Aprendizagem Profissional, jovens tem a oportunidade de aprender o valor do trabalho, da produtividade e da ocupação, afastando-se potencialmente de condutas de risco. Uma contribuição positiva para os adolescentes, cujos direitos registrados no ECA completam 26 anos nesta terça, 13/7 Nesta quarta-feira (13/7), o Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA) […]

Com a Lei de Aprendizagem Profissional, jovens tem a oportunidade de aprender o valor do trabalho, da produtividade e da ocupação, afastando-se potencialmente de condutas de risco. Uma contribuição positiva para os adolescentes, cujos direitos registrados no ECA completam 26 anos nesta terça, 13/7

Nesta quarta-feira (13/7), o Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA) completa 26 anos. Apesar de todas as garantias que a lei proporcionou aos menores, ela não conseguiu impedir que muitos se tornassem jovens que não trabalham e nem estudam. Uma alternativa para ensinar o valor do trabalho para os jovens tem sido a Lei 10.097/00, conhecida como a Lei da Aprendizagem Profissional.

Dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) apontam que em 2014, aproximadamente 6,8 milhões de jovens entre 15 e 29 anos no Brasil estavam na estatística dos Nem-Nem (Que Não trabalham, nem Estudam) em todo o País. Ainda de acordo com o IBGE, o número representa cerca de  13,9% das pessoas dessa faixa etária, formada por 51.340.498 de pessoas.

 

A lei de aprendizagem estimula que o jovem a partir de 15 entre na empresa e trabalhe, mas para isso ele deve continuar estudando. Para muitos é uma oportunidade de levar renda pra casa, mas uma forma de manter-se ocupado e estudando. Assim, afastar-se de condutas de risco (como drogas e atos contravencionais) que geralmente começam com a ociosidade.

 

Um exemplo dessa escolha é o auxiliar de Departamento Pessoal da Loft Construtora Erik Oliveira Moreira (15), estudante do 1º ano do Ensino Médio e que passou a trabalhar em dezembro de 2015. Para ele, que pretende cursar Direito ou Ciências Sociais. “Sei que ficar sem fazer nada pode abrir brechas para muita coisa errada. Então trabalhar é uma vantagem, já que dá uma renda, maturidade e ajuda a acumular experiência profissional para que eu possa concorrer a boas oportunidades de emprego no futuro”.

 

Além disso, Erik afirma que o trabalho, proporcionado pela Lei de Aprendizagem Profissional, lhe ajuda a criar mais responsabilidades. “Eu tenho minhas tarefas para cumprir, aprendo coisas novas e ainda ajudo em casa. Meus pais tem visto meu crescimento me apoiam cada vez mais”.

 

Hoje com 29 anos, o Analista de Departamento Pessoal da Loft Construtora, Márcio Vieira revela que também iniciou sua carreira como menor aprendiz. Para ele, ter começado a trabalhar aos 14 anos o ajudou em sua formação como cidadão. “Trabalhar só tem vantagens. Inibe o tempo ocioso, educa a pessoa no jeito de se portar e de conduzir situações, propicia a maturidade, e ainda dá uma remuneração, pela qual a pessoa pode dar os primeiros passos na educação financeira”.
Segundo Márcio, o jovem trabalhador é visto diferente pela sociedade. “Começamos a ter mais mérito diante da família, da vizinhança e sociedade. Este é o grande benefício da lei de aprendizagem, o papel de inclusão, de formação, que abre portas para os jovens o os tira do ócio”, ressalta.

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